segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Histórico do SOLOMAN 2013


Vallim e Dave Scott
Era uma sexta-feira de outubro de 1997, um dia antes da largada do lendário Ironman de Kona, no Havaí, quando nasceu uma lenda.

Marcelo Vallim, um triatleta brasileiro que sonhava em completar esta magnífica prova, resolveu não dar ouvidos à federações e à mídia. Da forma mais simples possível, como deveria ser, pensou: "Porque tenho que conquistar uma vaga para um mundial, gastar dinheiro com inscrições de provas e me submeter a todas as regras para nadar 3800m, pedalar 180km e correr 42.2km no Havaí?"

A solução do Marcelo Vallim foi a mais fantástica possível. Um dia antes do mundial, que ocorreria no sábado, com as bóias de natação já montadas pela organização e com algum planejamento anterior junto a alguns amigos para nutrição e hidratação, lá foi ele, largando para o seu SOLOMAN. Toda a história está descrita AQUI no blog do Ciro Violin.


Esta história, como não poderia deixar de ser, virou uma lenda entre os triatletas brasileiros das antigas. Em 2003, seis anos depois, um grupo de amigos do interior de São Paulo, inclusive o próprio Marcelo Vallim, resolveu realizar a segunda edição do SOLOMAN. A realidade na ocasião era outra. Já existia o Ironman de Florianópolis, IRONMAN e seu famoso símbolo "M DOT" haviam se transformado e se consolidado como uma marca forte, patenteada e coordenada por uma empresa chamada WTC e já estava na boca dos brasileiros.

Quinze atletas, nesta segunda edição, nutriam o mesmo sentimento, o de se perguntar: "Porque precisamos pagar e nos submeter às normas de uma marca e de uma empresa privada para nadar 3800m, pedalar 180km e correr 42.2km? Ela pode patentear o nome Ironman, mas não pode tomar posse das distâncias!"

Como um grupo de amigos que reune suas famílias para comemorar e vibrar pelo esporte de endurance, este segundo SOLOMAN teve um capricho único: Com pórtico, medalhas, camisetas de "finisher" e festa de encerramento junto aos familiares. Não existia uma organização, uma empresa ou uma instituição para fornecer o serviço "Prova de Triathlon". Era simplesmente um momento onde atletas fariam o que mais gostavam, nadar, pedalar e correr, juntamente com as pessoas que mais amavam. Um momento único longe dos holofotes, da mídia, do "glamour" do tradicional Ironman.

Dia 24 de maio de 2003, um domingo, no mesmo dia do Ironman Brasil, às 7hs da manhã, foi dada a largada do segundo SOLOMAN, em Limeira, São Paulo.




Dez anos depois, mais precisamente dia 26 de maio de 2013, catorze atletas de várias localidades do Brasil se reuniram em Itirapina-SP para largarem para o que seria o 3o SOLOMAN.
O circuito seria ultra desafiador, com 3000m de altimetria acumulada entre o ciclismo e a maratona.

O clima era de alegria e fraternidade, muitos se conheciam apenas virtualmente, mas, ao fim daquele final de semana seriam amigos para a vida toda, afinal, largar em uma prova com esta magnitude, longe  das tradicionais infraestruturas das organizações e federações com apenas um punhado de atletas e algo que aproxima e fortalece a amizade.


Dois relatos interessantes desta edição podem ser lidos no blog do Ulisses Triatleta AQUI e aqui mesmo neste blog, pelo próprio Marcelo Vallim, clicando AQUI. Isto mesmo, o Vallim largou, mesmo pratcamente sem treinar, neste último e duríssimo Soloman! E chegou antes da hora de corte de 17hs!







As próximas histórias de SOLOMANs poderá ser escrita por cada um dos amantes do triathlon de ultra endurance que está lendo este blog!


2 comentários:

  1. tenho um orgulho danado de fazer parte desse terceiro SOLOMAN.. E ser amigo desses caras...... Mas devo confessar... Tô com um medo danado dessa prova!!

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  2. Soloman!!! Vai ser muito top esta prova!!!

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